A Fumaça

Sexta-feira 13. 23h 
Luceno estava na sacada pensando. Pensando sobre a vida , amores e dores, Dores que o impediam de respirar, de pensar de agir. Ele olhava as estrelas como se elas contessem as respostas que ele esperava. Ele foi até a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma garrafa de vinho pela metade. Deu um gole direto do gargalo e se sentiu rebelde por fazer isso. Lembrou de uma carteira de cigarro, guardada no fundo de seu armário. Pegou, revirando tudo em volta. 
Era como se a rebeldia de uma vida acabasse com pequenos atos. Pegou o livro que estava lendo, sentou na sacada , fumando e bebendo.
De repente sentiu algo estranho, a qual a tempo não sentia. Era esquisito não doía, não fazia mal. Era alegria. Começou a observar a fumaça que saia do cigarro.
Ela não era constante, dava voltas. A cada volta criava algo novo, renascia. Sim a fumaça que podia ser sinal de um fim , de algo queimando era um reinicio.
De vida nova. Lembrou do curso de francês que queria fazer. Lembrou dos lugares que queria conhecer. Lembrou das histórias que queria escrever. Lembrou , e conforme ia lembrando a fumaça ia aumentando, dando mais voltas , se embaraçando nela mesma.
Engraçado , a fumaça enquanto ele a observava , não se esvaziava.
Mas ele percebeu e sonhou que a vida era como a fumaça. Não podemos dar voltas demais, pq sempre acabamos no mesmo lugar.
Não podemos querer coisas demais senão nos enrolamos.
Mas ele tinha descobrido uma chance em algo tão remoto. Ele tinha decidido que, ao acordar iria caminhar , ver sua cidade, ver gente, sorrir sem motivo, isso era viver. Não ter motivos e aproveitar o ar. Sem se intoxicar com a fumaça
Luceno morreu aos 32 anos de causas naturais. Foi encontrado no sábado na sua sacada.

Carlos Eduardo Riegel

Parabéns!

Hoje é dia de comemoração! Então uso o blog para parabenizar publicamente esta figura.

Não basta fazer, tem que fazer bem feito! (é isso que você diz, não é?!). Por isso este cara esta entre os 9 brasileiros que compõe a lista dos “100 Melhores Professores de Mídias Sociais DO MUNDO”. (Duvida? http://fazendosocial.com.br/2011/12/505/)

Eu só tenho a agradecer pelo profissionalismo com o qual lida com o magistério ( já são 20 anos!!!) e a forma como dedica-se a fazer o melhor pelos seus muitos e muitos alunos! Seja dando sugestão no tal TCC, ou até mesmo dando margem a inspiração me ajudando a criar este blog aqui.

PARABÉNS! SUCESSO SEMPRE!

Um pote de sol

 

Um dia, andando pela rua, vi um senhor sentado em um dos bancos da calçada. Parecia alguém que ficou muito sozinho nessa vida. Seu rosto trazia as marcas de alguém que não sorriu muito e que não teve muito carinho. Seus olhos sempre fitavam para o mesmo ponto, estáticos, congelados ao brilho do sol, um paradoxo que o contexto permite.

Notei que ele ficava nesse banco todos os dias, sempre do mesmo modo, olhando para o céu. Aos poucos fui reparando e notei que além de um copo plástico fumegante contendo café ao seu lado também havia um recipiente de vidro, com uma tampa já gasta. O pote parecia vazio.

Em outro dia, andando pela rua, revi o senhor do banco, que deixara de ser apenas um senhor, à medida que contava aos meus daquela figura que tanto me intrigava. Nesse dia, sentei ao seu lado e sem que eu fizesse qualquer pergunta, sua boca recortada se abriu e ele disse:

- Há dias esperava por isso. – falou sem tirar os olhos do céu – O sol está lindo hoje, não acha?

Eu me limitei a responder que sim. Realmente estava. Quase não havia nuvens no céu, com exceção de um coelho que eu via a oeste…

Sem pestanejar e sem tirar os olhos do céu, aquela voz gutural, pouco usada, voltou a soar, dessa vez mais pesada, mesmo que não pudesse ser:

- Passei a vida contemplando a beleza do sol. Seu calor e sua luz sempre foi o que faltou pra mim. Vivo sozinho desde sempre, pois esta vida não me deu outras opções. O lugar onde moro parece vazio, como este pote que você repara todos os dias. Lá também não é um lugar muito aquecido, tal um coração sem amor. Senti que o único amigo que tive em toda esta vida foi o sol, que me abraçava sem que eu pedisse, sem nunca pedir nada em troca. Mas sempre que chegava a noite, tudo se acabava e o tempo reduzia seu ritmo, no ritmo descompassado de um coração que para de bater.

Após sorver um demorado gole de café, continuou:

- Por muito tempo tentei guardar para mim um pouco dessa luz. Passava dias olhando para o sol, com este vidro em minhas mãos, quando achava que ele estava completo fechava a tampa rapidamente e o guardava comigo. A noite chegava e nada estava diferente, a não ser minha pele castigada pelo constante calor onde o suor escorria e não bastava. Dia a dia eu repeti minha rotina e as noites foram ficando cada vez mais escuras, cada vez mais. A única certeza era que outro dia viria e eu novamente tentaria…

Pela primeira vez o senhor deixava de olhar para o céu e olhou diretamente nos meus olhos. O azul confuso de suas órbitas me deixou estupefato, procurando um ponto fixo onde não havia nada. Em tom de sentença o senhor completou:

- Em uma manhã perdida no tempo levantei daquilo a que chamo cama e me vi mergulhado na escuridão. Maior que os outros dias, tão iguais e tão diferentes. Não vi meu reflexo no espelho. Não vi o espelho. Não vi as paredes. Não vi e não vejo, pois o sol cobrou seu preço, pelo acalento e pelo abraço levou a minha visão para que eu me desse conta de tudo o que não sentia. Pois agora enxergo com a alma…

 

Vilson R. Riegel
vilson@idecom.art.br

Bem Vindo!

Estou eu aqui, tentando inutilmente definir Vilson R. Riegel. Quer saber? Esta difícil! Então sem mais rodeios, comunico que a partir de agora sempre que ele quiser as portas do blog estarão abertas para que ele publique seus textos e poesias.

Vai uma definição dele por ele mesmo, mas já aviso que há bem mais a se conhecer dessa criatura:

 

“Sem palavras inventadas.

Sem frases prontas.

Sem rótulos.

Sem bula.

Sem nexo.

Sem luz e sem sombra.

Vivo de sobras.

Sem definição.

Sem começo.

Sem meio.

Sem fim.”

 

Que fique bem claro aos desprovidos de bom senso: PROIBIDO PUBLICAÇÃO PARCIAL, INTEGRAL OU ADAPTAÇÕES DE QUALQUER TEXTO DO VILSON SEM DIREITOS AUTORAIS! Gostou? Quer publicar? Indique a autoria!

Em um novo post segue a segunda produção dele aqui.

Quarta-feira de cinzas

Naquele tempo, na cidade de Jerusalém, havia uma casa noturna ao pé do Monte do Templo onde alguns apóstolos se encontravam para entoar hinos de louvor noite a fora. Esta casa gozava da comodidade pela falta de concorrência e oferecia a seu público poucas opções de lazer.

 Um dia, um apóstolo chamado Judas, cansado de repetir esta rotina decidiu edificar uma nova casa, no outro lado da Esplanada das Mesquitas. Solicitou apoio à experiente Maria Madalena e abriram uma nova opção para agitar Jerusalém.

Fizeram o que até então ninguém tinha feito. Decidiram inaugurar a casa em uma quarta-feira, logo após o tempo da colheita. A casa do Monte do Templo ao saber disso promoveu, neste mesmo dia, a festa do ridículo. Quem viesse com seus mantos mais bizarros pagaria apenas meia entrada.

 Judas e Maria Madalena debateram sobre isso com os Velhos Conselheiros e rebateram à sua maneira. Divulgaram com flyers de velino sua opção para a quarta-feira. A Festa do Cinza. Quem viesse com seu manto cinza, além de pagar meia entrada, recebia um vale vinho e as mulheres que chegassem até às 23h, não pagavam ingresso.

 A festa foi maravilhosa e todos se regozijaram. Esta quarta-feira ficou conhecida como a Quarta feira dos cinzas, ou QUARTA FEIRA DE CINZAS e até hoje é lembrada por aqueles que crêem em minhas palavras.

Texto de Vilson Rafael Riegel – Idéia de Daniel Luis Bachmann

Labirintite

Gloriosos sitiantes,

Os porcos cativados

Por vos, vossos amantes,

 São limpos e hilariantes

Perdão Escandinávia!

Não sabias da raiz tupiniquim?

Dos sertões vem a máfia

Dos filhos de Odin?

Espere-me, vou vomitar!

É muita força racial e alias;

A neve não vem para esfriar

Onde o calor é demais

Ando num mundo diferente:

- O Diabo é o rei Nórdico

 - O paganismo é demente

- O pentagrama o pórtico

 - Macacos são aves albinas

E lagos gélidos os arrozais

- Os bebedouros são latrinas

 Num mundo copiado demais

Vergonha através dos anos

 E cadê os porcos de outrora?

 Os puros santos profanos?

 Odin, me masturbe agora!

Marcos A. Lemes em 12/03/08

Um salve ao Marcos A. Lemes por ter compartilhado a poesia.

cogumelos da Patitatu

[08:35:03] Patrícia Pozzo diz:

oiee

[08:35:21] Patrícia Pozzo diz:

lembrei de vc

[08:35:22] Patrícia Pozzo diz: ‎

“Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: “Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!” e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; É um cogumelo!”

(Antoine de Saint-Exupéry)

e-mail

De: Patrícia Pozzo
Para: Tassia Silva
Assunto: Lembrei de Você

  
“Entre duas palavras escolha sempre a mais simples; entre duas palavras simples, escolha a mais curta.”
(Paul Valéry)

 

 “Enquanto não superarmos a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer emocionalmente.
Enquanto não atravessarmos a dor de nossa própria solidão,
continuaremos a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é necessário ser um.”
(Fernando Pessoa)


Atenciosamente,

Patrícia Pozzo

 

#ADORO!

 

PLAGIO! Mais do mesmo…

De novo este assunto… Mais uma vez recebi um e-mail indicando plágio dos meus textos. Tentei contato com os indignos, porém, como era de se esperar, recusaram-se a dar respostas.

Deixo aqui, clara e objetivamente o que penso a respeito disso através do e-mail que mandei aos fulanos:

 Solicito que retire meus textos, copiados sem o mínimo de respeito.

Agradeço por ter apreciado o que escrevi, porém me sinto lesada com o plagio. Eu tenho certeza extrema e absoluta do que escrevi e da minha maneira de indicar os reais autores quando os cito. Bom senso não é comum de todos, mas fica registrada minha solicitação.

_ _ _
Peço, aliás, exijo que meus textos a partir de hoje não sejam mais copiados! Estou começando a gostar de processos, advogados e afins… Fica o recado. Aos autores de outros blogs que me alertaram sobre os plágios, meus sinceros agradecimentos. 

Aos COPIADORES que se dizem autores, que tenham o merecido desgosto, são eles:

 O Encantador, copiando e postando em http://recantodasletras.uol.com.br

 Sandra, copiando (e muito) e postando em http://euamoumcertorapaz.blogspot.com

  ACABOU A PALHAÇADA, OK?!

PLAGIO!

 

Agradeço aqueles que acessam meu blog e também apreciam meus textos.

Aos que fazem do plagio sua própria arte, me resta apenas a piedade (não disse que eu faço arte, ok?).

Já parou pra pensar quão ridículo é um ser humano digno de piedade?! Pois bem, a estes que fazem plagio descarado dos meus textos, resta a piedade. Piedade não por não possuírem talento algum para escrita, mas sim, pela falta de amor próprio ao usar as palavras de outros como suas. A falta de valores destes é digna de nada além da piedade.

Sigo com meu blog sim, posto quando tiver algo a dizer. Porque eu sei transcrever o que sinto.  Palmas pra mim, eu mereço e sei disso.

Beijos aos meus queridos

Meus textos postados por outros : http://euamoumcertorapaz.blogspot.com/2010/02/divansobre-as-mudancas.html

É meu, então tenho mais que divulgar!