Bondade

Das muitas coisas que a mente humana procura mascarar e interpreta de maneira doce e irreal, a mais cruel é a bondade. Eu não acredito que as pessoas sejam boas por natureza, por amor, por perfeição, eu acredito que a bondade seja mais uma das coisas que o ser humano faz em prol de si mesmo, nós não somos coletivos, somos é individuais.

A bondade nada mais é do que fazer aos outros o que gostaria que fizessem por você, é agir para ser amado, lembrado, cuidado, aceito… Não unicamente por ser bom de maneira desmedida, até mesmo aqueles que são bons sempre têm objetivos que justificam essa bondade e não nascer bom é da nossa natureza, isso não desmerece a raça humana.

A mídia, a sociedade, a religião, enfim, as próprias pessoas usam a bondade como uma arma de defesa, como um escudo contra a verdade, como uma forma de neutralizar as fraquezas e a mesquinhez. Por vezes esse método funciona, mas “às vezes” não é sempre, é só “às vezes”.

Ser bom não é errado, o errado é fazer com que essa bondade se torne cruel, é usar o “ser bom” para justificar os próprios erros, os medos, a falta de ação, de coragem. O mundo ganharia se o homem deixasse de tentar ser bom, e efetivamente fosse o melhor pra si mesmo.

Que a bondade seja vista como realmente é, que as pessoas entendam que ser bom não significa amar a todos sempre.

 

 

 

PS¹: A ausência é justificada por uma semana turbulenta, cheia de tarefas. Também não vou postar uma porcaria qualquer pra fazer espaço né?!

PS²: Não gente, eu não sou uma criatura má desprovida de amor!

PS³: o post de amanhã vai ser melhor!

 

 

Ao som de KREATOR – Everlasting Flame

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14 comentários

  1. laizek · novembro 23, 2009

    Isso é relativo… Você está envolvida em uma cultura que age desta forma, existem culturas que possuem um modo de viver diferente, pensam primeiro no grupo depois partem para o indivíduo.
    Nem sempre agimos de forma egoístas, as vezes a vontade de fazer o bem ao próximo “flui”, tá? hehehe

    • roxoinconstante · novembro 23, 2009

      em vc essa vontade não fluiu nucna neh?! :O

      hahahahaha!

      gostei do ponto de vista!

      =)

      • laizek · novembro 23, 2009

        Orra se não!! Hahahaha. Sempre estou agindo em prol da humanidade \o/ :-P

  2. laizek · novembro 23, 2009

    Ah, você esqueceu do título =/

  3. roxoinconstante · novembro 23, 2009

    deixa de ser bobaaaa Laize!

    huahuahuahuauha

  4. Carlos · novembro 24, 2009

    t o numa fase coletiva , uam coisa meio viver a vida kkkkk
    mas como diria a sabia ligia fagundes teles :

    não separe com tanta precisão os heróis dos vilões, cada qual de um lado, tudo muito bonitinho como nas experiências de química. Não há gente completamente boa nem gente completamente má, está tudo misturado e a separação é impossível. O mal está no próprio gênero humano, ninguém presta. Às vezes a gente melhora. Mas passa.”

    • roxoinconstante · novembro 24, 2009

      Carlosssss, adorei a citação! a parte “ninguém presta” é ótima!
      vc sempre cheiooo de particularidades neh?!

      adorei :D

  5. laizek · novembro 24, 2009

    Esse comentário foi profundo O.o hehehe

  6. Bruno Francesco · novembro 26, 2009

    Em uma análise sobre a natureza humana, acredito que Rousseau e Hobbes estejam certos apesar de terem opiniões opostas. Segundo o Rousseau o homem nasce puro e a ‘sociedade’ o corrompe, enquanto pra Hobbes o homem nasce mau e a ‘sociedade’ que o molda e ameniza a maldade. Na minha opinião não dá para generalizar mas tb fica díficil identificar em qual quadro cada pessoa se enquadra. Se feita a bondade será melhor q a maldade “sincera”!

    • roxoinconstante · novembro 26, 2009

      Bruno, fico feliz que tenha me visitado e feito um comentário!
      Tenho uma grande dúvida ao comparar os dois pontos de vista, sempre fica uma interrogação!
      “Se feita a bondade será melhor q a maldade “sincera”!”, eu ainda prefiro a maldade sincera!

      Beijo

  7. Camila Fernandes · dezembro 5, 2009

    Os atos de bondade, suas origens e motivações são complicados de se avaliar. Há muita gente que se entrega a uma vida de dedicação aos pobres, aos doentes, aos desvalidos em geral. Será isso a bondade suprema personificada? Ou só alguém que se sente indigno de viver se não for útil a outrem? Conheço gente que faz o bem por puro prazer, outros, por acreditarem que há uma recompensa para os bons e outros, ainda, simplesmente por culpa – não aprenderam o limite entre ser bom e ser bobo, acham que se não forem bons o tempo todo o mundo lhes dará as costas. Eu sou boa? Não sei. Tento sê-lo medianamente. Faço favores a meus amigos, mas não trabalho de graça. Faço caridade, mas não deixo que ela tome conta da minha vida. Quero ver os outros felizes e procuro trabalhar para isso, mas… quem são “os outros”? São só as pessoas que você ama – e de cuja felicidade a sua indiretamente depende – ou é o mundo todo? Será a bondade apenas um reflexo do amor? E o amor, é geral ou restrito?
    É pena que a minha contribuição aqui venha na forma de mais perguntas em lugar de algumas respostas. Mas acho que para esse tipo de questão cada um só pode achar as respostas em si mesmo. Não dá pra viver de acordo com critérios alheios.
    Obrigada por postar palavras que me fizeram pensar.
    E pela sua passagem no meu blog. :D
    Beijão…

  8. Camila Fernandes · dezembro 5, 2009

    Ah, tem mais, tem mais…

    “Torna-me humano, ó noite, torna-me fraterno e solícito.
    Só humanitariamente é que se pode viver.
    Só amando os homens, as ações, a banalidade dos trabalhos,
    Só assim – ai de mim! -, só assim se pode viver.
    Só assim, o noite, e eu nunca poderei ser assim!”

    Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

    Acredito que a prática da bondade é o único caminho para uma civilização viável. Mas a prática tem de ser coletiva, ou os poucos bons deixarão de sê-lo por medo de receberem, em paga, apenas maldade.

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