Quarta-feira de cinzas

Naquele tempo, na cidade de Jerusalém, havia uma casa noturna ao pé do Monte do Templo onde alguns apóstolos se encontravam para entoar hinos de louvor noite a fora. Esta casa gozava da comodidade pela falta de concorrência e oferecia a seu público poucas opções de lazer.

 Um dia, um apóstolo chamado Judas, cansado de repetir esta rotina decidiu edificar uma nova casa, no outro lado da Esplanada das Mesquitas. Solicitou apoio à experiente Maria Madalena e abriram uma nova opção para agitar Jerusalém.

Fizeram o que até então ninguém tinha feito. Decidiram inaugurar a casa em uma quarta-feira, logo após o tempo da colheita. A casa do Monte do Templo ao saber disso promoveu, neste mesmo dia, a festa do ridículo. Quem viesse com seus mantos mais bizarros pagaria apenas meia entrada.

 Judas e Maria Madalena debateram sobre isso com os Velhos Conselheiros e rebateram à sua maneira. Divulgaram com flyers de velino sua opção para a quarta-feira. A Festa do Cinza. Quem viesse com seu manto cinza, além de pagar meia entrada, recebia um vale vinho e as mulheres que chegassem até às 23h, não pagavam ingresso.

 A festa foi maravilhosa e todos se regozijaram. Esta quarta-feira ficou conhecida como a Quarta feira dos cinzas, ou QUARTA FEIRA DE CINZAS e até hoje é lembrada por aqueles que crêem em minhas palavras.

Texto de Vilson Rafael Riegel – Idéia de Daniel Luis Bachmann

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