Das muitas coisas que a mente humana procura mascarar e interpreta de maneira doce e irreal, a mais cruel é a bondade. Eu não acredito que as pessoas sejam boas por natureza, por amor, por perfeição, eu acredito que a bondade seja mais uma das coisas que o ser humano faz em prol de si mesmo, nós não somos coletivos, somos é individuais.
A bondade nada mais é do que fazer aos outros o que gostaria que fizessem por você, é agir para ser amado, lembrado, cuidado, aceito… Não unicamente por ser bom de maneira desmedida, até mesmo aqueles que são bons sempre têm objetivos que justificam essa bondade e não nascer bom é da nossa natureza, isso não desmerece a raça humana.
A mídia, a sociedade, a religião, enfim, as próprias pessoas usam a bondade como uma arma de defesa, como um escudo contra a verdade, como uma forma de neutralizar as fraquezas e a mesquinhez. Por vezes esse método funciona, mas “às vezes” não é sempre, é só “às vezes”.
Ser bom não é errado, o errado é fazer com que essa bondade se torne cruel, é usar o “ser bom” para justificar os próprios erros, os medos, a falta de ação, de coragem. O mundo ganharia se o homem deixasse de tentar ser bom, e efetivamente fosse o melhor pra si mesmo.
Que a bondade seja vista como realmente é, que as pessoas entendam que ser bom não significa amar a todos sempre.
PS¹: A ausência é justificada por uma semana turbulenta, cheia de tarefas. Também não vou postar uma porcaria qualquer pra fazer espaço né?!
PS²: Não gente, eu não sou uma criatura má desprovida de amor!
PS³: o post de amanhã vai ser melhor!
Ao som de KREATOR – Everlasting Flame






